Área de Superfície Corporal
Acompanhamento — escore 0–10
Nutrição
Como aplicar
O ASC (Avaliação Subjetiva Global da Nutrição — versão curta) avalia o estado nutricional por meio de informações clínicas. Responda com base na história do paciente nas últimas 2–4 semanas. Aplicável por entrevistador treinado. Classifica o paciente em A (bem nutrido), B (risco) ou C (desnutrido).
Questão 1
Perda de peso nos últimos 6 meses: ≥ 10% do peso habitual?
Questão 2
Perda de peso nas últimas 2 semanas?
Questão 3
Redução da ingestão alimentar atual em relação ao habitual?
Questão 4
Sintomas gastrointestinais (náusea, vômito, diarreia, anorexia) por mais de 2 semanas?
Questão 5
Capacidade funcional reduzida (acamado, atividade limitada)?
Questão 6
Doença com alta demanda metabólica (câncer, infecção grave, pós-cirúrgico)?
Questão 7
Perda de gordura subcutânea evidente (tríceps, tórax)?
Questão 8
Perda de massa muscular evidente (quadríceps, deltoides)?
Questão 9
Edema de tornozelo ou sacral presente?
Questão 10
Ascite presente?
Resultado
Responda todas as questões para ver o resultado
0/10
0–1
A — Bem nutrido
2–4
B — Risco de desnutrição / Desnutrição leve-moderada
5–10
C — Desnutrição grave — intervenção nutricional imediata
⚠ Limitação importante
A ASC é subjetiva e depende da experiência do avaliador. Validada principalmente em pacientes hospitalizados. Em ambiente ambulatorial, combine com MAN.
- Por fim, na terapia intensiva, a ASC pode auxiliar em cálculos relacionados à oxigenação extracorpórea (ECMO) e em outras estimativas fisiológicas
- Além disso, a área de superfície corporal também pode ser utilizada para: – Estimativa da taxa metabólica basal (muitas vezes utilizada na avaliação nutricional ) – Avaliação da composição corporal – Cálculo do volume de distribuição de medicamentos – Planejamento de radioterapia – Avaliação de candidatos a transplante
- Grande parte dos usos clínicos da ASC normaliza os resultados para uma área corporal de 1,73 m²
- Contudo, esse valor foi proposto por McIntosh e colaboradores em 1928, com base em dados populacionais de adultos jovens dos Estados Unidos
- Embora existam críticas quanto à utilização universal desse valor em diferentes populações, a padronização facilita a comparação entre estudos e aplicações clínicas realizadas em locais e períodos distintos
- As diferentes fórmulas existentes demonstram a dificuldade em estabelecer um único método ideal para estimar a ASC
- Uma das mais antigas foi proposta pelos Du Bois em 1916 e serviu de inspiração para diversas outras que surgiram posteriormente: uso de um fator de uma constante (C) multiplicada pelo peso e a altura, e cada um deles ajustado de forma exponencial, por outra variável
- Por outro lado, uma variação desse modelo foi proposta por Mosteller et al., na qual se emprega a raiz quadrada da divisão em que o numerador é o peso multiplicado pela altura e o denominador é a constante de 3600
- Logo, tal proposta foi a simplificação da fórmula, proposta por Gehan e George em 1970, que utiliza o padrão clássico
- Assim, esta adaptação teve o intuito de facilitar o cálculo durante a prática clínica utilizando uma calculadora comum