♡ Pré-natal humanizado · checklist 2024

Cards com indicações por semana

Conteúdo extraído da planilha e das imagens do checklist, organizado em cards navegáveis, com tags, prioridades, referência de célula, busca textual e transcrições OCR agrupadas por página.

Indicação da semana

Primeira Consulta (ideal até 12 semanas)

Até 12 semanas

18itens
5 alta prioridade #medicação_suplementação#risco_gestacional#orientacao_geral#sifilis#sinais_alarme

Indicação da semana

Consulta entre 16 e 20 semanas

16 a 20 semanas

8itens
2 alta prioridade #orientacao_geral#sinais_alarme#risco_gestacional#trabalho_parto#exame_fisico

Indicação da semana

Consulta entre 21 e 24 semanas

21 a 24 semanas

6itens
1 alta prioridade #orientacao_geral#sinais_alarme#exame_fisico#ultrassonografia#vacinação

Indicação da semana

Consulta entre 24 e 28 semanas

24 a 28 semanas

9itens
1 alta prioridade #exames_laboratoriais#sifilis#orientacao_geral#sinais_alarme#exame_fisico

Indicação da semana

Consulta entre 28 e 32 semanas

28 a 32 semanas

6itens
1 alta prioridade #orientacao_geral#sinais_alarme#exame_fisico#ultrassonografia#trabalho_parto

Indicação da semana

Consulta entre 32 e 34 semanas

32 a 34 semanas

11itens
2 alta prioridade #orientacao_geral#trabalho_parto#sifilis#exames_laboratoriais#sinais_alarme

Indicação da semana

Consulta entre 34 e 36 semanas

34 a 36 semanas

8itens
1 alta prioridade #orientacao_geral#sinais_alarme#exame_fisico#ultrassonografia#trabalho_parto

Indicação da semana

Consulta entre 36 e 40 semanas

36 a 40 semanas

8itens
1 alta prioridade #sinais_alarme#orientacao_geral#exame_fisico#ultrassonografia#vacinação

Indicação da semana

Consulta entre 40 e 41 semanas e 3 dias

40 a 41 semanas e 3 dias

8itens
2 alta prioridade #sinais_alarme#trabalho_parto#amamentação#exame_fisico#ultrassonografia

OCR das imagens

Transcrições agrupadas por página

As seções abaixo preservam página/aba, número da imagem, dimensões e tags geradas para facilitar auditoria e revisão.

Página transcrita

USG

2imagens
Imagem 1 · 1007×670 px
ultrassonografiapuerpériocrise hipertensiva
Ver transcrição OCR

A realização de ultrassonografia durante a assistência ao pré-natal, quando realizada por critérios clínicos específicos,
pode identificar diversos problemas passíveis de intervenção oportuna. Por outro lado, é importante ressaltar que não
há evidências que relacionem diretamente a realização rotineira de USG com melhores desfechos perinatais. A seguir
são descritas as indicações para a ultrassonografia.

Indicação — primeiro trimestre:

E Em casos de incerteza sobre a idade gestacional (DUM incerta);

E Em cerca de 20% a 30% das mulheres grávidas, a idade gestacional não pode ser calculada pela DUM, em face da im-
precisão de registro, ciclos irregulares ou períodos de amenorreia pós-parto ou pós-anovulatórios. Nesses casos, só a
USG permite estimar com precisão a idade gestacional;

E Para a detecção precoce de anomalias fetais (USG morfológico de primeiro trimestre, a ser realizado entrea 11ºe a 14º
semana de gestação) em gestantes com fatores de risco ou suspeita de malformação;

E Para diagnóstico diferencial das hemorragias do primeiro trimestre.

Indicações — segundo e terceiro trimestres:

E Avaliação da idade gestacional (desde que não realizado no primeiro trimestre e, preferencialmente, antes da 20º
semana de gestação);

E Diagnóstico diferencial das hemorragias de segundo e terceiro trimestres;

E Se for realizado USG para detecção do sexo fetal, este deve ser solicitado a partir da 18º semana;

E Estudo da placenta e do cordão umbilical;

E Avaliação do crescimento fetal;

Imagem 2 · 920×81 px
ultrassonografia
Ver transcrição OCR

E Estudo da maturidade fetal;
E Suspeita de óbito fetal.

Página transcrita

Estilo de vida

4imagens
Imagem 1 · 1016×636 px
exame fisicomedicação suplementaçãosinais alarmepuerpériodireitos trabalhistasestilo vida
Ver transcrição OCR

ACONSELHAMENTO SOBRE O ESTILO DE VIDA
ACONSELHAMENTO SOBRE O ESTILO DE VIDA
m Não há risco associado em iniciar ou continuar exercícios moderados para gestantes de baixo
risco. A atividade física aeróbica regular pode melhorar o bem-estar geral, além de ser útil em
situações em que são necessárias medidas para controle do ganho de peso.
E Esportes que podem levar ao trauma abdominal, quedas ou estresse articular excessivo, as-
sim como o mergulho com cilindro devem ser evitados.
E Gestantes com sangramento vaginal, risco de parto prematuro e outras situações clínicas es-
peciais, como hipertensão gestacional, não devem praticar exercícios físicos.
E Certifique-se da ocupação da gestante para identificar riscos.
TRABALHO E Reafirme às mulheres que usualmente é seguro continuar trabalhando.
E Informe as gestantes sobre seus direitos e benefícios (ver seção Direitos da Gestante).
Ks a Diariamente, pelo menos 30 dias antes da data que se planeja en-
Ácido fóli ,4m . o Rae ;
SUPLEMENTOS cido fólico de 0,4mg gravidar até o final do primeiro trimestre.
NUTRICIONAIS - -
Ferro elementar de 40mg | Diariamente até o terceiro mês pós-parto e/ou pós-aborto.
E Prescreva o menor número possível de medicamentos, e apenas nas circunstâncias em que
MEDICAMENTOS os benefícios superem os riscos.
E Aconselhe as mulheres a não utilizarem medicamentos não prescritos.

Imagem 2 · 1009×586 px
exame fisicoultrassonografiamedicação suplementaçãoestilo vida
Ver transcrição OCR

ACONSELHAMENTO SOBRE O ESTILO DE VIDA

E Pergunte ativamente sobre o uso de álcool, tabaco e outras drogas na primeira consulta de
pré-natal e ao longo da gestação. Adote uma postura acolhedora, sem julgamentos, propor-
cionando ambiente de conversa franca.

E Incentive a cessação do uso de álcool, cigarro e outras drogas durante a gestação. Quando
necessário, compartilhe o cuidado com a equipe do NASF-AB e utilize estratégias como abor-
dagem breve e Grupos de Tabagismo. Casos de transtorno por uso de substância devem ser
manejados em conjunto com a atenção secundária (CAPSad ou ambulatório de psiquiatria).

E Oriente sobre os efeitos deletérios do álcool (Síndrome Alcoólica Fetal, malformações, morte

USO DE ÁLCOOL, fetal etc.), não havendo dose segura de consumo na gestação.

TABACO E OUTRAS | E Oriente sobre os impactos negativos do cigarro, tanto na gestação, como parto prematuro,

DROGAS Rotura Prematura das Membranas Ovulares (RPMO) e abortamento, quanto na saúde da
criança, que tem maior risco de morte súbita, asma e transtornos cognitivos.

E Oriente sobre os malefícios do uso da maconha na gestação, como a diminuição da perfusão
uteroplacentária, prejudicando o crescimento fetal e contribuindo para o retardo da matura-
ção do sistema nervoso e distúrbios neurocomportamentais precoces.

E Oriente sobre os riscos do uso de cocaína e crack, como distúrbios hipertensivos, parto pre-
maturo e baixo peso.

E Para mais informações, consulte o Guia Rápido — Álcool e Outras Drogas: uso de álcool e
outras drogas na gestação.

Imagem 3 · 1008×660 px
exames laboratoriaisultrassonografiarisco gestacionalmedicação suplementaçãosinais alarmetrabalho partoestilo vidacrise hipertensiva
Ver transcrição OCR

ACONSELHAMENTO SOBRE O ESTILO DE VIDA
E Reafirme às mulheres que relações sexuais são consideradas seguras durante a gestação, exce-
to em situações obstétricas adversas (p.ex.: placenta prévia, rotura prematura de membranas
ovulares, incontinência do istmocervical, colo uterino encurtado ou ameaça de trabalho de parto
prematuro), não estando associadas a qualquer efeito adverso, em qualquer idade gestacional.
a E As atividades sexuais devem ser suspensas em caso de sangramento ou perda de líquido.
RELAÇÃO SEXUAL
E As posições do casal podem sofrer mudanças com o passar do tempo: no primeiro trimestre,
não há restrições, mas com o crescimento uterino, deve-se evitar compressão sobre o abdo-
me e sobrecarga da coluna.
E Oriente a gestante sobre condutas de prevenção das IST, estimulando o uso de preservativos
nas relações sexuais.
VIAGENS DE CARRO | E Oriente que o cinto de segurança deve passar acima e abaixo do abdômen, e não sobre ele.
E Longos trajetos estão associados ao risco aumentado de trombose venosa, embora a possibi-
lidade de qualquer risco adicional na gestação não esteja clara.
m Na população geral, meias elásticas são efetivas para a redução do risco.
VIAGENS AÉREAS | E As regras para viagens aéreas variam entre as companhias, mas, geralmente, não há restri-
ção às viagens até 27 semanas de gestação. Após, é exigido atestado médico autorizando
a viagem com data de, no máximo, 7 dias antes da viagem, e após 36 semanas só estarão
autorizadas a viajar se acompanhadas pelo médico assistente. Sugere-se consultar o site da
companhia aérea para ver as regras específicas.
VIAGENS PARAO | O aconselhamento sobre percurso aéreo, imunizações e segurança da viagem deve ser indivi-
EXTERIOR dualizado, de acordo com o destino.

Imagem 4 · 1006×458 px
estilo vida
Ver transcrição OCR

ACONSELHAMENTO SOBRE O ESTILO DE VIDA

E Os produtos químicos nas tinturas para cabelo nas doses utilizadas não são altamente tóxi-
cos, e os estudos disponíveis não mostram maiores riscos para o feto, mas as evidências ainda
são escassas.

E Os eventuais riscos podem ser diminuídos se a gestante aguardar até 12 semanas de gestação.

E Tinturas naturais, como Henna, são menos tóxicas, e o risco também é menor quando não se
pintam as raízes, apenas as pontas (mechas e reflexos).

PRODUTOS PARA |msea gestante optar por pintar o cabelo por conta própria, recomenda-se o uso de luvas, am-
O CABELO biente ventilado, deixar a tintura no cabelo pelo menor tempo possível e lavar o cabelo após
a aplicação.

E Levar em consideração as alterações nos cabelos durante a gestação, que, inclusive, podem
alterar a resposta às tinturas usadas. Recomenda-se testar o produto em pequena área do
cabelo antes.

E Formol para alisamento, por exemplo, não deve ser utilizado em nenhum momento na ges-
tação.

Página transcrita

Anemia

1imagens
Imagem 1 · 1051×375 px
exame fisicorisco gestacionalmedicação suplementaçãoanemia
Ver transcrição OCR

ANEMIA
A anemia na gestação, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é definida como nível de hemoglobina
abaixo de 11g/dl no primeiro trimestre, e abaixo de 10,5 g/dL no segundo e terceiro trimestres. Quando não diagnosti-
cada e tratada adequadamente, está associada ao maior risco de perda sanguínea durante o parto, à hemorragia pós-
-parto e à mortalidade materna, além de aumentar o risco de nascimento prematuro e baixo peso ao nascer. Quando
a hemoglobina está < 8m/dL, define-se anemia grave.
TRATAMENTO
E Anemia leve a moderada: 200mg/dia de sulfato ferroso, uma hora antes das refeições (2 comprimidos antes do café, 2
comprimidos antes do almoço e 1 comprimido antes do jantar), de preferência com suco de frutas cítricas.
= Avaliar a presença de parasitose intestinal e tratá-la;
= Repetir o exame de hemoglobina em 60 dias.
E Anemia grave ou não responsiva — manejar na APS e encaminhar para o pré-natal de alto risco estratégico, via SER.

Página transcrita

Crise hipertensiva

3imagens
Imagem 1 · 1025×201 px
ultrassonografiarisco gestacionalmedicação suplementaçãotrabalho partocrise hipertensiva
Ver transcrição OCR

MANEJO DA CRISE HIPERTENSIVA NA APS

Gestantes com valores de PAS > 160mmhHg ou PAD > 110mmHg, independentemente da idade gestacional e estado
clínico geral, devem ter os níveis pressóricos reduzidos, com início de manejo medicamentoso ainda na unidade de
atenção primária, e solicitação de avaliação de urgência em maternidade por meio de Vaga Zero. É recomendado que
a gestante permaneça em decúbito lateral esquerdo durante todo o atendimento. A equipe também deve garantir
acesso venoso periférico salinizado, além de monitoramento de sinais vitais da gestante, avaliação de batimentos car-
diofetais e identificação de sinais preditivos de pré-eclâmpsia.

Imagem 2 · 1005×113 px
crise hipertensiva
Ver transcrição OCR

ATENÇÃO! Faz-se necessário repetir a aferição da PA a cada 20 minutos, repetindo a dose recomendada do
medicamento (desde que respeitado o limite máximo de administração), até que a PA atinja níveis de PAS <
160mmHg e PAD < 110mmHg. Não há indicação para uso de metildopa nos casos de urgência hipertensiva,
devido à sua ação lenta, que não ocasionará a redução dos níveis pressóricos em tempo oportuno.

Imagem 3 · 1005×132 px
ultrassonografiarisco gestacionaltrabalho partocrise hipertensiva
Ver transcrição OCR

Além da crise hipertensiva, são condições para a solicitação de avaliação de urgência/emergência na maternidade
valores de PA sistólica > 140mmhHg ou diastólica > 90mmhHg iniciados após 20 semanas, independentemente da pre-
sença de sintomas OU independentemente da idade gestacional quando esses valores vêm acompanhados de sin-
tomas sugestivos de pré-eclâmpsia (cefaleia típica occipital, escotomas cintilantes, epigastralgia severa ou vômitos e
eclâmpsia/convulsões).

Página transcrita

Direitos Trabalhistas

2imagens
Imagem 1 · 883×588 px
medicação suplementaçãotrabalho partoamamentaçãodireitos trabalhistasestilo vida
Ver transcrição OCR

DIREITOS DA GESTANTE

LEIS TRABALHISTAS DE APOIO À AMAMENTAÇÃO

O artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho assegura à mãe o direito a 2 (dois) descansos especiais, de meia hora
cada um, durante a jornada de trabalho, para a amamentação de seu filho, até que complete 6 (seis) meses de idade.
Caso o bebê necessite de um prolongamento do referido cuidado, o médico fornecerá atestado para que os repousos
para a amamentação durante a jornada de trabalho sejam prorrogados, fixando, inclusive, o respectivo período. A lei
também garante que a amamentação do bebê seja em local apropriado dentro da empresa (artigo 400 da Consolida-
ção das Leis do Trabalho).

LICENÇA MATERNIDADE

O artigo 7.º inciso XVII da Constituição Federal garante à empregada gestante o direito à licença-maternidade, corres-
pondente a 120 (cento e vinte) dias após o nascimento de seu filho, sem prejuízo do emprego, dos salários e dos demais
benefícios. O médico fornecerá atestado de nascimento, que deverá ser encaminhado ao empregador com a comu-
nicação da data do início do afastamento. A licença-maternidade poderá ocorrer a partir do oitavo mês da gestação.
Neste caso, o atestado médico indicará a data do afastamento.

Benefícios fiscais para empresas que apoiam a licença-maternidade pelo período de 180 dias, antes de sancionada a
Lei n.º 11.770, de 9 de setembro de 2008, já vinham sendo aplicadas em algumas cidades e estados, que estabeleciam
tal período mediante a aprovação de leis estaduais e municipais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria
(SBP), vários estados brasileiros já haviam aprovado leis que estendiam às servidoras públicas o período de licença-
-maternidade para 180 dias. Com a criação do programa Empresa Cidadã, que propõe estender a licença-maternidade
por mais 60 dias, e a licença-paternidade por mais 10 dias, a mulher poderá solicitar o aumento dos dias de licença-
-maternidade caso sua empresa esteja participando deste programa, segundo a Lei n.º 13.257/2016. A empresa que
participar deste programa poderá receber incentivos fiscais do governo e poderá descontar o valor do benefício dado
às mulheres do imposto de renda, vedado o lançamento dessa cifra como despesa operacional.

Imagem 2 · 885×122 px
trabalho partoamamentaçãodireitos trabalhistasestilo vida
Ver transcrição OCR

15 DIAS DE AMAMENTAÇÃO

A mulher trabalhadora tem direito à licença-amamentação, que pode incluir dois períodos de 30 minutos por dia,
durante a jornada de trabalho, até o bebê completar seis meses de vida, ou mais 15 dias corridos após o fim da licen-
ça-maternidade, dependendo da empresa empregadora. É necessário que o médico que acompanha a criança realize
o atestado para afastamento.